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Mostrando postagens com o rótulo Passatempo

Ode ao salto agulha

O problema não era a unha do dedão meio descascada no cantinho esquerdo. Talvez o problema fosse a ponta dupla do cabelo e a hidratação que ficou por fazer - mas acho que não. O erro não estava no pneuzinho da cintura. Academia semana que vem, prometo! Talvez fosse a TPM. E a conversa no ônibus daquelas duas moças de salto fininho. Você vai pedir pra voltar? Lógico que não, né, amiga? Onde já se viu? Mulher correr atrás de homem?! Ele que venha atrás... Isso aí, querida, porque você sabe; vai que ele se acomoda e aí já viu, né? Pois é, vou ficar igual a Marcela, que vai atrás do namorado em todos os cantos. Tem que se dar o valor! O problema devia ser o calor. O problema talvez fosse a porcaria do celular que não quer colocar aspas e o texto que sai meio pulando pra fora e as coisas na cabeça o trabalho da faculdade a falta de virgulas a falta de acentos a sobra de preguiça o almoço corrido o nao que ouviu semana passada a menstruaçao atrasada cade os acentos do meu celular? ...

Suicídio

Saiu como um trovão a última frase do livro. Pele pálida, suor descendo a linha do nariz, contornando a boca. Ah, a boca. Pinga no papel. "Mais um", foi o que pensou no momento. Na penumbra do quarto quente e vazio, a silhueta cravada de ossos. Magra como a noite escura, bordada de cicatrizes que o vento encarregou-se de trazer como se fossem estrelas. Mais uma gota de suor brota no topo da testa, ainda em meio aos fios ralos do cabelo, que insiste em cair. Acaricia a penugem da sobrancelha, irrita as pálpebras, pinga do olho, quase uma lágrima. Termina o caminho levemente como se não houvesse culpa nas entranhas do sal que carregava. Não há necessidade de limpar. "Mais um". Usava para escrever uma máquina como quem quer esconder a cena do crime. Recusava-se a encostar no papel - palavras cortam. Palavras sujas cortam. E cortavam-na por dentro e amarravam suas vísceras. Palavras são doenças incuráveis. A mão descascada tremia e fazia tilintar os ossos de vidro ...

Gosto.

De quem não tem hora marcada. De quem causou a bagunça. De quem não repara nela. De quem ajuda a arrumá-la. De brincar descalço. De horário de verão. E cheiro de livro velho. De cor. De quem não entende e pergunta de novo. E de novo. Do que é novo. Do que é eterno. Do que nunca vai ser. De quem diz pra nunca dizer que nunca. De quem não sabe cozinhar. De quem sabe. De quem conta histórias. De histórias. De música gostosa. De dia ensolarado e gosto de azul. De chuva, também. Das pessoas que entram sem bater. Que não tiram o chinelo na porta e deitam no sofá e trocam o canal da TV. De quem liga sábado às 4 da tarde só pra ter certeza se. Vontade de. Como é que tá? De viagem longa e abraço apertado e mapa do caminho e reencontro. De quem volta. De quem entende que tem que ir embora. - Já diria o poeta que amar é voltar, mas, amar mesmo, amar muito, é partir. O bolo de aniversário. As alegrias e as tristezas e o barbante que a gente guarda meio abarrotados na gaveta de col...

Carta à surpresa

Das milhões de coisas que poderiam passar pela minha cabeça quando o avião decola, a que mais me fascina é olhar para as luzes e imaginar o que estariam fazendo as pessoas debaixo delas. Estou olhando pela janela agora e caramba!, você iria adorar esta vista. Iria rir comigo dos pontinhos acesos, me perguntaria quantas pessoas eu acho que existem lá embaixo, se elas estão se arrumando para alguma festa e, caso estejam, se ainda dá tempo da gente descer e ir junto. Acho que felicidade é também um pouco disso: deixar-se surpreender. A gente vai perdendo essa capacidade com o passar do tempo e é por isso que queria você aqui agora. E que dorzinha no ouvido, hein? Você estaria reclamando dela agora. Talvez chorando. "Tô com fome". Essa ansiedade de quem não tem hora marcada pra nada, mas mesmo assim quer tudo ao mesmo tempo agora e para o último segundo. A gente vai perdendo isso também. Se eu pudesse devolver o livro que ajudava a realizá-lo mais rápido... Aliás, se eu pudess...

Livro de cabeceira

Pro que ainda não chegou, espaço. Pro que já se foi, história. Costumo largar livros bons pela metade. Não por não gostar ou por ter preguiça, não mesmo. É pelo fim. Não compreendo porque certas coisas boas acabam com um virar de página e por isso vou atrasando a leitura ao máximo, vou fingindo que não vejo o que se passa na trama... Tento esquecer dos personagens e de tudo o mais. Vez ou outra alguma palavra se desprende do texto e vem me tirar o sono, me sacodir a rotina. Tento embolá-la numa frase ao vento e não olhar pro livro empoeirando na cabeceira. Abro outro, mais um, largo tudo pela metade e me recuso terminar a emoção de ler o novo pela primeira vez. Pro que deu certo, outra dose. Pro que não deu, mais três. Juro que se você me olhar de novo, caminho até aí. Bonita camisa. Fica melhor amarrotada. Atravesso o continente do bar inteiro e vou aí te ver, eu juro.  Pros abraços perdidos, mapa.  Pros olhares cruzados, bom dia. Pros apertos de mão amedrontados, perdão...

O adeus que eu nunca dei

Fechei a mala pela décima vez. Sou péssima em terminar as coisas, que fique claro de primeira. Não consigo terminar nenhum poema, tremo ao terminar relacionamentos e é por isso que terminar de arrumar a mala é sempre um serviço árduo. Talvez me seja complicado não só pelo trabalho em si: rolar um zíper pelo pano desbotado não exige tanta força. Acho que fechar malas é difícil por causa do que está por trás - a despedida. E, meu caro, se existe uma coisa impossível ao ser humano, devo apontar que despedidas são impossíveis a mim. Olhei no relógio. Os dias ficam mais corridos quando a mente não para no lugar. Acho que o grande problema da humanidade está dentro daquilo que não é dito.  Amaldiçoadas sejam as palavras que não saem. Arrependi-me de todas as frases que montei na mente e que não fui forte o suficiente para colocar pra fora. Arrependi-me mil vezes de ter ouvido a música e não ter cantado junto. Você ficou parado ao pé da escada enquanto eu rolava minha mala ...

A insustentável leveza do ser

"Desde sua mocidade, não fazia outra coisa senão falar, escrever, dar cursos, inventar frases, procurar fórmulas, corrigi-las, de maneira que as palavras nada mais tinham de exato, o sentido delas se apagava, perdiam seu conteúdo sobrando apenas migalhas, partículas, poeira, areia, que flutuava no seu cérebro dando-lhe enxaqueca, e que era sua insônia, sua doença. Teve então a vontade confusa e irresistível de uma música enorme, de um barulho absoluto, que englobaria, inundaria, esmagaria todas as coisas, que anularia para sempre a dor, a vaidade, a mesquinharia das palavras. A música era a negação das frases, a música era a antipalavra." A insustentável leveza do ser - Milan Kundera

Alô, Marisa!

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" Eu aprendi com a primavera a ser cortada e voltar sempre inteira " Cecília, sempre linda. Ô, moço! Deixa eu, moço! Deixa eu meio aos avessos, meio assim, meio assado. No meu mundo, do meu jeito, com meu gosto! Deixa eu, moço! Que faço não porque quero, mas porque sou! E sou o que a vista alcança, o nariz cheira, a mão encosta. Sou até o que não foi escrito, sou o verso que não saiu, a rima que não deu certo, o fogo que não pegou! Então deixa eu, viu, moço?! Que sou breve ao olhar de quem não vê e sou sempre demorada, arrastada, meio trôpega, pra quem quer enxergar. E não venha com ideologias, moço, nem você, minha senhora, que não sou para analisar. Não quero filosofias, nem explicação, nem nada que siga um curso de lógica! A existência está contida no indefinível, em tudo o que o amar tem de inimaginável! Então vem, viu?! Ou me aceita, ou me deixa, moço, que isso aqui é uma explosão! E sou esse constante não estar estando, o não fazer fazendo, tudo o que o se...

Let's have the time of our lives!

     Querer é não se esvair de tentar.      Perdoar é não se findar de amar.      E amar, amar mesmo, é um incansável agradecer.      Pedir é o caminho que cega o agradecer, é o que cobre o realizar.      Pedir é o problema - o grande e abominável problema do mundo todo.      Solucionando, então. Obrigada. De verdade. Por terem feito dar certo, mesmo que indiretamente. Por ter sido bom, mesmo que completamente diferente. Por tudo e por nada - é sempre bom usar antítese.      E sabe qual é a mágica? O Sol nasce todo o dia. Brota do horizonte e logo após um beijo dá n'outra ponta para que tudo possa descansar - e acordar de novo. E se fazer o novo. Re-criar, re-estar.      É sempre vida nova e ela se faz todo dia.      Por que não realizar?, s e estamos todos aqui, se somos todos agora?      Obrigada, mais uma vez. Valeu a pena. Cad...

É chegada a vida nova.

Olhe-se no espelho. Vai. Anda. Para tudo e olha. Gostou do que viu? Lembre-se de tudo o que já passou. Vai logo! Pensa. Gostou do que lembrou? E quantas vezes você sorriu? Elas superam as vezes que chorou? E quantas vezes caiu? Levantou-se em seguida? Ainda está caído? Como vai a família? Tem ligado pra eles? E os amigos? Ainda estão lá? Você ainda está lá para eles? Ainda os empresta os ombros? Ainda tem ombros a quais recorrer quando a saudade aperta? E o cheiro do verão? Ainda se lembra dele? Vai, tira esse relógio do pulso. Esquece que dia é hoje. Números, apenas. Esquece seu cartão, tira da memória a placa do seu carro. E aí? Gostou? Está mais leve? Qual sua cor favorita? Qual é o sorvete que você mais gosta? Quando foi a última vez que abraçou alguém? Abre o armário. Mas abre rápido! Antes que seja tarde. Joga isso tudo no chão. Quem é você agora? Qual a última doação que fez? Ajuda que prestou. Quando foi? Você já ...
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A última coisa que busco fazer nessa vida é sentido. . 

"A ausência é um estar em mim"

Tua presença tão discreta inunda o dia, que começa nesse instante - sei porque sinto o calor da manhã brilhar nas flores e beijar-me a face. E conforme teu dedilhado carinhoso faz-se transformar em música, agarro a tua inexistência tão exata e presente. Respiro teu ar tão escasso e sinto teu cheiro. Madeira. Café amargo. Flor do campo. O capim dourado que farfalha do outro lado da janela, canta comigo a tua melodia e nós, eu e você, tão incertos nessa dimensão oculta, somos. Dois, um, meio, nada. - Que diferença faz? O Sol faz reluzir o teu sorriso em mim, e, meu corpo e minh'alma, ambos entorpecidos com o teu sabor exótico e ausente, transformam-se em dança. Sua cor brilha em meio às palavras não ditas e transforma o novo dia em festa. É bom. O teu cheiro. Tua voz suave e macia - que me leva de encontro ao céu.   Sinto, sou, estou. Com você. Em você. Por você. Por nós. . 

Alzira Silva

Levantou-se e manteve-se ereta e em posição estratégica enquanto olhava em volta. Como um soldado a analisar seu campo de batalha. (E que batalha!) Podia ver vestígios da luta da noite passada em todos os lugares. Aliás, que lugar era aquele? Diferente. Não era como o Motel 4Estações, onde na cama, os corpos, embalados pelo calor das noites daquele janeiro, cediam espaço aos ratos. Era bonito. Havia uma bandeja no criado-mudo esquerdo. O lado em que ela dormia. Isso quando dormia. Porque ficava acordada todas as noites esperando o Sol se levantar e dar-lhe um beijo. Na bandeja haviam duas maçãs, alguns biscoitos e um copo com suco de laranja. "Geladinho", pensou. Questionou a si mesma que lugar seria aquele. Pôde ver refletida no banheiro uma toalha com o emblema do que ela julgara ser o lugar onde estava. Hilton. Havia dado sorte, então. Pensou no quanto sua conta bancária aumentaria. Pensou em João Mário, que já estava reclamando do ensopado que era posto na mesa todos o...

Palavras ocultas

Havia esperado por aquele momento. Não um dia, ou uma semana. Mas havia esperado por aquele momento a vida inteira, como as andorinhas esperam pelo verão. Havia passado e repassado o mesmo filme incontáveis vezes na mente, e já tinha certeza do que falaria. Certeza que, agora ela percebia, sumia como água que desce pelo ralo: rápida, sem fazer barulho ou deixar marcas. Mas ela não se importava. Aliás, talvez esse defeito seja o motivo para ter demorado tanto para o filme se tornar realidade: ela não se importava com as coisas. Em seu âmago, ela de certo se importava. Sua alma chorava ao ver a alma de outros chorarem - especialmente a dele. Mas era difícil perceber tais fatos. A menina não deixava transparecer. Seus olhos... Talvez eles fossem rios sem água, esperando por uma gota de chuva no deserto do Saara. Mas não naquele momento. Naquele momento, a menina já não era a mesma. Seria a chuva derretendo sua armadura de açúcar? O cabelo e as roupas. Ambos completamente molhados. E...

Chuva e céu azul

E então ele olhou sua face pálida, antes cheia de cor. Abraçou-a como se não houvesse mundo ao redor deles, quando na verdade havia: e um mundo lindo, aliás. Estavam no lugar de sempre. O lugar do início, o lugar do durante, e o lugar do fim. E que fim! Estavam na praia. Lembrou-se do que ela dissera dias antes, quando estavam, só os dois, como de costume, na mesma posição e no mesmo lugar: "Eu queria ser livre como as gaivotas". Uma lágrima beijava sua face e seu sal carregava a dor do que estava acontecendo. Colocou o ouvido próximo ao coração dela, mas não ouviu sua música. Não pôde escutar o seu cantar. Doce melodia que, dias antes, embalara a história dos dois. E que história! Cheia de intrigas, doce como o açúcar dos olhos dela e amarga como o limão dos olhos dele. Intensa, como o vermelho. O vermelho, cor da paixão duradoura, cor do vestido dela que ele mais gostava. Vestido que ela usava naquele momento. Seria para intensificar a dor dele? Óh, Deus, o quanto ele d...

Carol cara de Sol.

Eu gosto do Sol. Gosto do jeito como ele faz as coisas ficarem mais alegres. Gosto da cor. Amarelo. Laranja. Arco-íris. Eu gosto do Mar, também. Gosto da Lua. Gosto como os dois parecem ficar olhando um para o outro, como um casal de namorado que estão a amar-se. Gosto do Céu. Gosto do jeito como ele é tão... presente. Azulão (“voa, Azulão!”). Gosto das flores. Gosto das formas que elas possuem, os cheiros, as cores, a beleza. Gosto das estrelas, das nuvens, das folhas das árvores que vão caindo no outono, do cheiro de capim fresquinho pela manhã. Gosto de ver trigo no campo, de comer algodão-doce. Gosto de abraçar. Gosto muito das pessoas, também. Aliás, talvez este seja um dos meus defeitos: gostar demais. Uma das poucas coisas que eu não gosto, é a chuva. Não adoro, não gosto de ver o dia triste. Não gosto quando o Sol chora. Porque eu gosto do Sol e não gosto quando alguma coisa que eu gosto chora. Porque sorrir é melhor do que chorar. Eu gosto de sorrir. Enfim. Um dia chuvo...

E então veio o Natal.

Não veio gelado. Não veio com flocos de neve caindo pela janela, nem com canecas de chocolate quente. Melhor: veio quente! Veio com o Sol. E então veio o Natal. Não veio com casacos de frio nem com lareiras. Muito melhor do que isso! Veio com picolés, veio com a brisa do verão, veio com música. Ele chegou de mansinho, aproximou pessoas distantes, colocou um sorriso nos rostos sozinhos. E há motivo melhor para ser feliz? "É Natal! É verão!" (Texto pequeno só para deixar claro: voltei pro blog.) :)

Desejo de temporal

De vez em quando, eu peço ao Senhor do Tempo para que chova sem parar. Para que inunde todos os meus sonhos e encharque todos os meus desejos. Só para você trazer o Sol. Vir me buscar, vir me salvar. .

Carolírico

Dia desses matei um cara. E ignorante que sou, liguei e denunciei anonimamente o meu eu-lírico. Minutos mais tarde estavam na porta daqui de casa. Você está presa em nome da lei. Estranho, não? Desde pequena havia acreditado que uma das vantagens de ser escritora (ou pelo menos aspirante a tal cargo), seria poder colocar a culpa no meu eu-lírico caso as coisas não saíssem como o planejado. O que de fato não seria tão incabível assim. Meu eu-lírico é permanentemente mutável: assume formas, cores, sabores, amores... Ele tem coragem de ser, estar e fazer tudo aquilo que o meu eu-eu não é capaz. Confuso, não? Pois é. O pessoal do júri também achou. Escrevo, logo existo. Foi esta a explicação que me deram e que agora reconheço ser suficiente. Talvez meu lirismo não esteja tão longe assim do que eu realmente sou. Aliás, hoje acredito que os dois são muito parecidos! Provavelmente são até a mesma coisa. O problema é que o crime fora cometido e o réu já está sendo julgado: transformei a...

Bom dia, primavera!

"Ó última nuvem do temporal findo Navegas sozinha no céu todo lindo Tu jogas sozinha uma sombra sombria Sozinha entristeces o glorioso dia Há pouco encobrias todo o firmamento E raios lançavas do céu violento Fazias rugir misterioso trovão De chuva encharcavas o sequioso chão E basta! Já chega, passou a tua hora, Refrescou-se a terra, a borrasca foi embora, E a brisa suave já beija a folhagem E o vento te enxota - vai, segue viagem!" (A Última Nuvem - Liêrmontov) Teu amor foi como uma doce chuva de verão - só que no meio do inverno! Teu amor chegou, calminho, afofando a terra. Molhou as flores, alimentou as árvores, limpou minha alma. Teu amor ficou, inundou as ruas, afogou as pessoas, destruiu as plantas. Teu amor aumentou, expulsou de mim todas as minhas borboletas e passarinhos. Tirou de mim até mesmo o meu mais fiel escudeiro! Chegou sem avisar, me alegrou de montão. Mas se transformou numa enorme tempestade e engoliu tudo. Tudo? Casa, carro, esperança,...