Caldeirão de alegrias

Aqui é um dos meus cantinhos preferidos do blog! Esta aba serve para eu colocar meus poemas, citações e textos preferidos da vida inteira, bem como um pouquinho dos meus autores prediletos. Conforme eu for encontrando algumas alegrias por aí, vou atualizando por aqui. Espero que gostem!



"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados

Deixa em paz os passarinhos

Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."
Bilhete - Mário Quintana. Amo amo amo amo amo amo amo amo Mário Quintana! Por gostar demais, não vou nem pensar em colocar todos os meus bebês feitos por ele aqui. Esse é meu preferido, me identifico muito!


"Kaikala me magoara, sem dúvida.
Tinha me traído, embora não visse aquilo como traição.
E, no fim, comportou-se de tal modo que achei bom abandoná-la.
Apesar de tudo, eu a amei durante algum tempo. O meu primeiro amor. E ela me ensinou muita coisa a respeito de mim. Doeu-me vê-la partir. Pronto, eis a verdade. E se isso me faz parecer otário, paciência."
O Garoto no Convés - John Boyne. Meu livro favorito!




"Perdoa-me, folha seca, 

não posso cuidar de ti.

Vim para amar neste mundo, 
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão, 
se havia gente dormindo 
sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles 
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono 
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão..."
Canção de Outono - Cecília Meireles. 





"Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."
Ausência
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
Ambos de Carlos Drummond de Andrade. Um lindo, brilhante, maravilhoso! Drummond é vida! Já deixei vários textos dele espalhados pelo blog, mas esses dois quero ressaltar, porque são meus nenéns. O primeiro, por falar da ausência da maneira mais doce e pura já imaginada. Gosto de ler quando sinto falta das coisas. O segundo por ser meu lema de vida. Qualquer dia desses faço uma tatuagem com ele...

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?"
Amor é - Camões. Precisa mesmo de algum comentário? hahah

 
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