Você.

Passei muito tempo da minha vida tentando definir o que você representa para mim e nunca consegui chegar à uma conclusão permanente. Talvez isso seja porque infelizmente nossa relação é uma montanha-russa: você é um monstro e um anjo. Depende do dia.

Mas eu até que pude fazer algumas comparações bem perto do que você é.
Um dia, há muito tempo atrás, você disse que eu era seu braço: não seria impossível viver sem mim, mas você não queria se dar o trabalho de experimentar. Hoje, percebo que nenhum de nós é um braço. Aliás, você era uma luva: protegia minhas mãos. Já disse que sou muito parecida com o Edward Mãos de Tesoura? Tudo o que toco, acabo cortando ou machucando. E até mesmo quando estou tentando curar a mim, me corto também. Você me protegia de ferir a todos, e fazia o favor de cuidar de mim para que eu não corresse o risco de me machucar.
Só que em algumas horas, você era mais tesoura do que luva e abria enormes crateras em mim. Talvez isso aconteça até hoje.
Você é o vento: leva as nuvens cinza para bem longe do meu quintal. E muitas vezes, é o contrário: você é uma grande tempestade que transforma qualquer céu azul de verão em um furacão forte e turbulento. É o inverno em pessoa de vez em quando e certas horas traz toda a primavera para o meu jardim.
É o motivo do meu choro toda noite. Porque ultimamente você tem me feito chorar muito mais vezes do que tem me feito sorrir. (Desculpa, mas é a verdade.) E ainda assim, você consegue ser a única razão firme, o único motivo sólido que eu tenho para ainda acreditar e ainda sonhar. Por mais que muita das vezes a suas atitudes e tuas palavras (e por ora também o teu silêncio) me digam que isso é o errado a fazer: que o certo é te esquecer.
Mas até que não me importo de sofrer tanto assim por ti: cada lágrima que derramo em seu nome é uma palavra de apoio que diz para eu passar a me importar por pessoas que se importam por mim. Cada gesto mal educado seu e cada falta de interesse é uma inspiração a mais para mim: me ajudam a escrever, a desenhar... Por isso sou grata a ti. Até pelo simples fato de não me gratificar a nada, você consegue fazer com que eu tire proveito da pior das situações.
Muito obrigada.
Enfim. De todas as comparações e explicações que eu consegui formular para você, a que mais se encaixa é esta: você é uma droga. E por mais que eu entre em milhares de clínicas de reabilitação e visite todos os psiquiatras possíveis, não consigo curar meu vício.
Talvez seja porque ele é incurável. Seja o que for, faz mal a mim. Mas eu simplesmente eu não me importo em matar alguns neurônios por você.
Alguma coisa em minha cabeça diz que vale a pena.


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2 comentários:

  1. Eu gostaria tanto que o dono do teu coraçao, esta droga viciante que te alucina, lêsse o que voce escreve. Ou ele ja lê? Por que ele nao sabe como ele é tao bem descrito e mesmo que as vezes transpareça uma irritaçao pelo fato dele nao querer tanto quanto voce quer, ele ainda sim se faz presente nos teus textos de maneira tao suave e carinhosa, que fica dificil nao ter um carinho pelos teus sentimentos. (:

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  2. Não sei se ele lê, mas de vez em quando eu rezo para que não leia. Assim como muitas outras vezes faço o contrário! É que ele não acreditaria no que escrevo. E talvez seja melhor assim, se ele acreditasse, acabaria sofrendo mais.
    Complicado, não, Lyz? :) IUSADHUISA

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