Querido Romeu,

Aliás, nem tão querido assim. Mas enfim.

Lhe escrevo porque hoje, pela primeira vez em muito tempo, eu estava feliz o suficiente para não ter criatividade de escrever histórias tristes. E devo minha felicidade à você, se quer saber. Porque hoje eu percebi que você mudou, mudou muito. E depois de todos esses longos dias melancólicos que se seguiram desde nossa separação, eu me sinto confortável com a distância entre nós dois. Me sinto confortável com o vazio. Me sinto bem andando na companhia de mim mesma e ninguém mais.
Ainda te amo. Sim, te amo. Muito!
Mas antes de amar a você, eu amo a mim. E procurar por você em meio desta estrada tortuosa e pedregosa que nós dois traçamos juntos, estava me machucando muito. Estava ferindo minha carne e minha alma. Eu estava quase virando uma masoquista, Romeu!
E você viu isso acontecer. Viu acontecendo, ouviu as pessoas dizerem que estava acontecendo. E não fez nada, absolutamente nada para mudar essa realidade. Não acreditou em mim. Não me apoiou. Não me procurou pra dizer também te amo, desculpa por tudo ou pelo menos um eu ainda estou com você.
Eu poderia passar meses, talvez até mesmo séculos, tentando definir em palavras o que você já me fez sentir. E não conseguiria, você sabe que não. Ao contrário do que você pensa, não foram só coisas ruins. Houveram muitos ótimos momentos, os quais eu guardo com carinho. Mas os momentos ruins também foram muitos. Muitos. E estes eu quero apagar da memória. Junto com o resto de amor seu que ainda bate em peito meu.
Se me for permitido.
Ainda quero sua alegria. Ainda desejo teu sorriso e teu olhar radiante. Mas, por enquanto, quero tudo isso bem longe de mim. Preciso de um momento para me, myself & I. E quem sabe, daqui há um tempo, eu possa me apaixonar por você novamente, e você possa se apaixonar por mim de novo. Só que de um jeito mais sadio, dessa vez. Espero.
Porque essa batalha que nós dois firmamos um para com o outro não faz bem a mim. Nem um pouco. E imagino que também não favoreça tanto assim a você.

Um beijo. E até breve.
Julietta.
"Com certeza é primavera
Bem distante, em algum lugar.
Com certeza alguém te espera
Em um porto, no além-mar.

Não é mais tempo de seresta
(Vem depressa, vem cantar!)
Eu vi a lua, de uma fresta
No horizonte, beijando o mar."
(Canção de Seresta Antiga - Papai ♥)

2 comentários:

  1. Que carta sincera, original e verdadeira :~

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  2. Aaah, que saudade da Ana Carolina. E que saudade eu estava de ler os teus textos. E ler esta carta foi como ler o que eu ja escrevi em um tempo passado. Exatamente como eu me senti. E sabe meu anjo, descobri qe se ama antes de amar outra pessoa, é essencial. Por que ninguem é capaz de doar-se por inteiro sem antes amar-se e conhecer-se. Seja feliz da maneira que lhe for melhor. A sua felicidade é tudo. O resto pode esperar. E o amor nao é tao forto quando o costume. Acredite quando menos se espera passa e a gente fica boquiaberta com isso. rsrs :D

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