Auschwitz-Birkenau

Particularidades a parte, eu queria falar a respeito de uma coisa que meu pai me disse outro dia. "Toda vez que você faz uma pergunta, você já sabe ou pelo menos imagina a resposta". O que é verdade. Porque um Homo erectus nunca se perguntaria a respeito dos átomos. Os átomos simplesmente não faziam parte da vida e existência dele, não havia como ele afirmar que os mesmos são formados por nêutrons, prótons e elétrons.

Então eu fiquei me perguntando - mesmo já imaginando a resposta - se não seria melhor conviver com a dúvida do que com a certeza. Porque em todo grande questionamento, existe pelo menos uma ponta de afirmação. Talvez fosse mais fácil ficar sem saber a respeito de um 'sim', ou de um 'não', ou de um motivo para fazer, dois para não fazer. As vezes é melhor subsistir sem uma ou outra explicação, talvez até umas quatro.
Mas e no caso de alguma doença? Não seria melhor saber? Tenho ou não tenho câncer? Alzheimer? Nessa hipótese, não seria melhor ter a confirmação médica? Mas e se a doença fosse daquelas irrevogáveis, e você tivesse dia e hora para morrer... O que você faria? Viveria com a dúvida? Aproveitando cada dia e cada segundo como se fosse o último, porque poderia até ser? Ou você arriscaria a razão, entraria numa clínica com estudos experimentais?
É difícil decidir entre a resposta ou a pergunta. Meu amigo Voltaire me contou uma vez: "A dúvida é desconfortável, a certeza é ridícula". Eu descordo. Alguns receios confortam mais do que tormentam da mesma forma com que algumas convicções mais instruem do que ridicularizam. O que existem são palavras colocadas erradas em frases erradas e em situações erradas. Por isso surgem os mal-entendidos.
E isso só me leva à uma resposta, sem perguntas nem dúvidas e nem suspeitas: o dicionário é um campo de concentração. Onde estão todos os que foram derrotados na batalha das palavras. Batalha que eu, como aspirante a blogueira, travo todos os dias. E quase nunca saio totalmente vitoriosa.
Mas continuo tentando. Continuo lutando. Porque talvez assim algumas de minhas descrenças se calem e libertem minhas seguranças. Talvez seja delas que eu esteja precisando mais neste momento.
Continuo lutando.

4 comentários:

  1. movimentaMOS para sentir as correntes que nos prendem!

    seguindo-te!

    http://momentodejavu.blogspot.com/
    visit la tb!

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  2. Foi o mesmo Voltaire quem se questionou certa vez se preferia ser inteligente ou ser feliz. Na lógica dele, ser informado é angustiante, porque ao conhecermos os problemas, talvez suas origens, nos inquietamos na busca por soluções... ao passo que outros são indiferentes a certos questionamentos... E aí Carol: Dilma ou Serra? Esquerda ou Diretia? Legalizar ou não o aborto, as drogas e o casamento gay? Dorme com essa... enquanto isso, o Brasil se prepara para o hexa, em 2014, quem sabe...

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  3. Ei Carol....Bom, os pais tem essa mania estranha de achar tudo que os filhos fazem, uma coisa muito linda, legal, extraordinária, etc...
    Foi achando isso tudo que sua mãe me disse sobre o seu blog.
    E foi com imensa admiração que o li, e mostrei pro Renan. (minha culpa)
    O bom que agora vcs podem se conhecer um pouco melhor, já que vem prá cá neste findi...
    Te aguardamos!
    Grande beijo
    Renata

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  4. Hahahaha! Não faz mal não, Renata! Foi bom. achei engraçado UIHASDUIAHSDSAIO
    um beijo, até o final de semana! :)

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